Maria Prata, esposa de Pedro Bial, é assaltada ao lado da filha de cinco anos
A jornalista compartilhou o vídeo do momento e descreveu o momento do crime; entenda

Maria Prata, esposa de Pedro Bial, compartilhou nas redes sociais, nesta sexta-feira (23), um momento tenso que viveu nesta semana. A jornalista contou que foi assaltada ao lado da filha de cinco anos na frente da casa de uns amigos que iria visitar, em São Paulo.
Na publicação, ela mostrou um vídeo do momento do assalto. Nas imagens, um motoqueiro armado a aborda e exige os objetos pessoais enquanto a filha dela, assustada, tenta entender o que está acontecendo. Na legenda, ela relatou como foi o momento:
"Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça", escreveu.
Confira o relato completo e o vídeo abaixo:
"Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua.
Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça.
Não estava com celular na mão. Não estava "dando bobeira" num "lugar perigoso". Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, SP) e estava andando 20m até a casa para onde íamos.
'Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?' 'Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo' 'Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?' 'Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone!' Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. 'Repete! A senha!!' 'Eu abro o celular pra você!' 'A senha!! Você é polícia?!' Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu tava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu.
'Mamãe, o que aconteceu?'
Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece.
Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, "quero ir pra casa, mamãe". Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo.
Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece.
São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara.
Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente.
Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou.
A todos os amigos que nos receberam, obrigada.
Em frente. Estamos vivas."






