Xuxa explica fala sobre deixar o Brasil: "Não tenho que fugir"
A apresentadora contou que cogitou morar no exterior por causa do avanço de discursos de ódio e explicou por que decidiu permanecer no país

Xuxa Meneghel revelou que já pensou em deixar o Brasil diante do aumento de discursos de ódio e preconceito que, segundo ela, têm ganhado espaço no país. Durante entrevista ao programa VEJA em Foco, a apresentadora afirmou que chegou a cogitar morar no exterior, mas explicou que decidiu permanecer por acreditar que não deve abandonar o lugar onde vive por causa de pessoas que propagam intolerância.
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Ao falar sobre o assunto, Xuxa contou que a ideia de viver fora do país surgiu em alguns momentos da vida. "Teve alguns momentos da minha vida que eu pensei nisso daí. Já pensei em morar fora", declarou. A apresentadora explicou que o crescimento de manifestações preconceituosas, especialmente contra mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, fez com que ela refletisse sobre essa possibilidade.
Durante a entrevista, a artista criticou discursos que, segundo ela, atacam direitos e alimentam a intolerância. "Porque eu vejo muita gente saindo dos esgotos, saindo dos buracos, saindo dos armários sujos, imundos, levantando umas bandeiras ridículas dizendo que mulher não pode falar, não pode votar, mulher não pode ser feliz, que LGBTQ+ é coisa do capeta, que a Xuxa tem pacto", afirmou. Em outro momento, ela também revelou que, diante desse cenário, sente vontade de desaparecer. "Tem uns dias que eu falo: 'Nave, desce aí e me leva embora mesmo, porque eu acho que eu não sou desse planeta não'", disse.
Apesar do desabafo, Xuxa afirmou que mudou de ideia ao concluir que não deve fugir por causa desse tipo de comportamento. Segundo ela, quem propaga o preconceito é que deveria se envergonhar das próprias atitudes. "Não sou eu que tenho que fugir, me esconder. São elas que deviam ter vergonha dos pensamentos delas", concluiu. A declaração repercutiu nas redes sociais e voltou a colocar a apresentadora entre os assuntos mais comentados, principalmente por sua defesa dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIAPN+.



