Prévia: Rayman Legends Retold está mais polido e nostálgico
Após mais duas horas de gameplay, remake da Ubisoft mostra evolução técnica, fases criativas, ótima dublagem e forte apelo à nostalgia

Quando joguei Rayman Legends Retold pela primeira vez, por quase três horas, saí com a impressão de que a Ubisoft havia entendido o que tornava o jogo de 2013 tão especial. Agora, alguns meses depois, tive a oportunidade de voltar ao remake por mais de duas horas e ainda experimentar cerca de 15 minutos de Rayman Origins: Enhanced Edition.
A principal diferença entre as duas experiências está na sensação de acabamento. A versão que joguei desta vez parece consideravelmente mais polida e próxima de um produto final. Mais importante do que isso, porém, é perceber que aquilo que funcionava antes continua funcionando. Rayman Legends Retold é simplesmente muito gostoso de jogar.
O novo contato acontece em um momento curioso. Inicialmente marcado para 1º de outubro, o jogo foi adiado para 3 de dezembro de 2026, mesmo já tendo atingido o estágio gold. Segundo a Ubisoft, o período adicional será utilizado para dar mais atenção aos detalhes antes do lançamento.
Rayman Legends Retold está ainda mais polido
Se na primeira prévia ainda era possível sentir que estava diante de uma versão em desenvolvimento, desta vez a impressão foi diferente. Sem precisar apontar uma única mudança específica, o conjunto simplesmente parece mais pronto.
E isso ajuda bastante em um jogo como Rayman, no qual ritmo e precisão são fundamentais. Pular entre plataformas, atacar inimigos, deslizar pelo cenário e descobrir caminhos escondidos continua acontecendo de forma extremamente natural.
Depois de alguns minutos, existe aquela sensação difícil de explicar em que você praticamente esquece que está segurando um controle. O personagem responde como esperado e o você passa a prestar atenção apenas no que está acontecendo na fase.
O adiamento, portanto, não mudou minhas impressões positivas sobre o projeto. Pelo contrário, a build que pude testar já demonstra um nível de acabamento maior do que aquela apresentada anteriormente.
Um jogo que me fez lembrar da infância
Talvez a maior qualidade de Rayman Legends Retold esteja na sensação que ele consegue despertar.
Durante essas duas horas, várias vezes me peguei lembrando de quando comecei a descobrir videogames. Daquela época em que cada nova mecânica precisava ser entendida, cada plataforma parecia um pequeno desafio e encontrar uma passagem escondida era realmente uma descoberta.
Muito disso vem das raízes de Rayman nos jogos de plataforma 2D. Retold mantém essa simplicidade na base, mas constantemente encontra maneiras de brincar com ela.
As fases disponíveis nesta nova sessão também reforçaram como o jogo consegue ser criativo sem transformar tudo em algo complicado.
As fases continuam sendo o grande destaque
Essa criatividade já era uma das maiores qualidades do Rayman Legends original e permanece sendo essencial no remake.
Além das tradicionais sequências em 2D e 2,5D, Retold expande algumas ideias com novos conteúdos, passeios de dragão, um sexto reino e quatro novas fases musicais.
Ainda existe aquela vontade constante de olhar para outro canto da tela porque talvez exista um Teensie escondido ali. Ou de voltar alguns metros porque alguma plataforma parece levar até um segredo.
É justamente nessa mistura entre movimento, descoberta e criatividade que Rayman Legends Retold consegue recuperar uma sensação que muitos jogos de plataforma despertavam quando éramos crianças.
A dublagem brasileira é uma ótima surpresa
Outra grande diferença nesta segunda experiência foi finalmente poder jogar Rayman Legends Retold dublado em português brasileiro.
A dublagem abraça completamente o lado exagerado, engraçado e cartunesco deste universo. Ela ajuda a construir a personalidade dos personagens e deixa várias situações ainda mais divertidas.
O elenco brasileiro conta com nomes conhecidos, como Leandro Hainis como Rayman, Guilherme Briggs como Globox, Mari Haruno como Barbara e Giovanna Calegaretti como Betilla, além de diversos outros profissionais da dublagem nacional.
Guilherme Briggs, principalmente, combina perfeitamente com o tom absurdo de Globox.
Rayman Origins: Enhanced Edition completa a nostalgia
Também pude jogar cerca de 15 minutos de Rayman Origins: Enhanced Edition, versão aprimorada do título originalmente lançado em 2011.
O tempo foi curto demais para uma avaliação mais profunda, mas é um complemento que faz bastante sentido dentro desse retorno da franquia.
A Ubisoft está trazendo o jogo com resolução 4K, 60 FPS, melhorias de qualidade de vida, feedback háptico em controles compatíveis e novos colecionáveis e recompensas. Só pude testar uma versão em 1080p de forma remota, mas a Ubisoft promete que o jogo terá resolução 4K em sua versão final.
Origins também leva essa sensação nostálgica ainda mais longe. Colocar os dois jogos lado a lado ajuda a perceber como aquele estilo de plataforma evoluiu, mas também como algumas coisas simplesmente não precisam ser reinventadas.
Kung Foot Evo ainda fica para uma próxima
Entre os conteúdos que ainda quero experimentar está o Kung Foot Evo, versão reformulada do minigame de futebol presente no Rayman Legends original.
A proposta é expandir bastante aquele modo. Segundo a Ubisoft, a nova versão terá maior controle sobre a bola, power-ups, mais possibilidades estratégicas e regras personalizáveis, incluindo opções relacionadas ao sistema de pontuação, tipo de bola e fogo amigo.
Infelizmente, o modo não estava disponível para teste durante minha sessão, então ainda é cedo para avaliar como essas mudanças funcionam na prática.
A espera ficou maior, mas as impressões continuam ótimas
Depois de dois contatos diferentes com Rayman Legends Retold, a impressão permanece muito positiva.
Encontrei praticamente tudo aquilo que já havia me impressionado da primeira vez, mas dentro de uma versão mais polida e que transmite uma sensação maior de acabamento.
As fases estão criativas, os controles continuam deliciosos, a nova dublagem brasileira acrescenta ainda mais personalidade e a experiência consegue despertar uma nostalgia muito específica, não apenas de Rayman, mas de uma época em que descobrir como funcionava um jogo de plataforma já fazia parte da diversão.
O lançamento agora está marcado para 3 de dezembro de 2026, com versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
Se a primeira prévia me deixou curioso para saber até onde a Ubisoft levaria essa releitura, a segunda deixou uma sensação um pouco diferente: agora quero simplesmente continuar jogando.



