Review: Dragon Quest XI S chega ao Switch 2
Nova versão mantém o charme da franquia da Square Enix com desempenho aprimorado no console da Nintendo

Poucas franquias representam tão bem a história dos JRPGs quanto Dragon Quest. Criada em 1986, a série ajudou a definir as bases dos RPGs japoneses e conquistou gerações com suas aventuras cheias de fantasia, personagens carismáticos e combates por turno. Lançado originalmente em 2017, Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age chegou como uma celebração de tudo que tornou a franquia especial.
Agora, Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition ganha uma nova oportunidade de brilhar no Nintendo Switch 2, trazendo a mesma aventura com desempenho aprimorado e mantendo a essência que transformou o título em um dos capítulos mais queridos da série.
Uma aventura que parece familiar desde o primeiro momento
Alguns jogos passam a sensação de nostalgia antes mesmo de explicarem sua história. Dragon Quest XI S é exatamente assim. O visual colorido, os personagens expressivos e os monstros carismáticos criam uma impressão de que aquele mundo já faz parte da memória do jogador.
Grande parte desse charme vem da identidade visual criada por Akira Toriyama, responsável pelos designs dos personagens e criaturas. Seus traços marcantes, com formas simples, cores vibrantes e expressões exageradas na medida certa, continuam dando ao jogo uma aparência única, que mistura anime, mangá e fantasia clássica.
No Switch 2, essa experiência se mantém muito bem. Durante a jogatina, o desempenho foi estável tanto no modo portátil quanto conectado à TV, com carregamentos rápidos e uma fluidez que combina com o ritmo tranquilo da aventura.
Uma história clássica sobre destino e escolhas
A trama acompanha o Luminary, um jovem ligado a uma antiga profecia que descobre ter um papel fundamental no destino do mundo de Erdrea. Sua jornada começa como uma busca por respostas sobre sua própria identidade, mas cresce até se transformar em uma aventura envolvendo aliados, ameaças e grandes descobertas.
Dragon Quest XI S entende que uma história clássica ainda pode funcionar quando seus personagens têm espaço para crescer. O jogo alterna momentos de humor, emoção e descoberta sem perder o clima leve que define a franquia.
O charme dos monstros e a herança de Toriyama
Em muitos RPGs, criaturas são criadas para transmitir medo. Em Dragon Quest XI S, elas muitas vezes querem arrancar um sorriso.
Os monstros conseguem ser ameaçadores durante os combates, mas também possuem um lado divertido e carismático. Slimes, criaturas engraçadas e inimigos visualmente improváveis fazem parte de uma identidade que transforma encontros comuns em momentos memoráveis.
Essa relação lembra, em alguns aspectos, a sensação de descobrir novas criaturas em Pokémon: não pela captura ou pelo sistema de batalha, mas pelo prazer de reconhecer designs marcantes e criar uma conexão com aquele universo.
Evolução dos personagens e combate estratégico
O sistema de progressão segue uma estrutura clássica de JRPG. Conforme evoluem, os personagens recebem pontos para investir nos painéis de habilidades, permitindo definir diferentes estilos de combate.
É possível fortalecer armas específicas, liberar novas técnicas ou aprimorar atributos. Essa liberdade faz com que cada integrante do grupo tenha uma evolução mais personalizada.
O jogo também separa bem magias e habilidades. Enquanto as magias trabalham com cura, suporte e ataques elementais, as habilidades estão ligadas ao treinamento, armas e técnicas especiais de cada personagem. O resultado é um sistema tradicional, mas extremamente confortável.
Exploração, cavalos e a praticidade do Zoom
Explorar Erdrea é uma das melhores partes da aventura. O jogador pode atravessar o mundo a pé ou utilizando cavalos, tornando a jornada mais agradável e incentivando a descoberta de novos lugares.
Para evitar deslocamentos cansativos, a magia Zoom permite retornar rapidamente para cidades e áreas já visitadas. É um equilíbrio interessante: o jogo valoriza a exploração, mas respeita o tempo do jogador.
Dois estilos de batalha para diferentes jogadores
Dragon Quest XI S oferece duas formas de acompanhar os combates. O modo clássico mantém a apresentação tradicional dos RPGs por turno, com personagens parados enquanto as ações são escolhidas.
Já o modo com movimentação livre permite acompanhar os personagens andando pelo campo de batalha. Apesar de deixar as lutas visualmente mais dinâmicas, é importante destacar que isso não transforma o sistema em um RPG de ação. A movimentação muda a apresentação, mas não altera a estratégia.
O retorno ao passado com o modo 2D
Uma das grandes novidades da versão definitiva é o modo 2D, que transforma a aventura em uma experiência inspirada nos RPGs clássicos.
A mudança não é apenas visual. Enquanto o modo 3D entrega uma aventura com cara de anime, o modo 2D aproxima o jogador da era dos mapas vistos de cima, sprites e exploração mais simples.
É uma homenagem interessante ao passado da própria franquia e uma forma diferente de experimentar a mesma história.
Uma jornada longa, mas fiel ao próprio ritmo
A campanha principal leva aproximadamente 60 horas, dependendo do ritmo do jogador e da quantidade de exploração.
Essa duração combina com a proposta de Dragon Quest XI S: uma aventura completa, construída para desenvolver seus personagens e seu mundo aos poucos.
Vale a pena jogar Dragon Quest XI S no Switch 2?
Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age - Definitive Edition é uma celebração do RPG tradicional. Seu objetivo é entregar uma grande aventura de fantasia, com personagens marcantes, exploração, humor e combates estratégicos.
No Switch 2, a experiência ganha ainda mais conforto graças ao desempenho consistente, e o modo dock permite jogar em diferentes ambientes de forma confortável.
Uma jornada clássica, acolhedora e que mostra por que Dragon Quest continua sendo uma das franquias mais importantes dos RPGs.



