Ary Mirelle diz: "Meu sotaque é parte de quem eu sou"
Esposa de João Gomes, influenciadora pernambucana fala sobre representatividade, cultura e episódios de xenofobia

Ary Mirelle, aproveita o Dia do Nordestino, celebrado nesta quinta-feira, 8, para reforçar o orgulho de suas raízes e falar sobre a responsabilidade de representar mulheres da região. Em entrevista exclusiva à Quem, a influenciadora pernambucana, esposa de João Gomes e mãe de Jorge e Joaquim, destacou como sua visibilidade nas redes sociais pode ser usada de maneira positiva. "Ser jovem, mãe e nordestina com um público tão grande que me acompanha é muito especial para mim. Saber que posso tomar decisões importantes e ajudar pessoas me faz enxergar muito além. É uma oportunidade de influenciar positivamente, de mostrar que nós, nordestinas, temos uma força e uma resistência que merecem ser celebradas todos os dias", afirma.
A exposição nas redes, no entanto, também fez Ary lidar com episódios de xenofobia relacionados ao seu sotaque. Apesar das críticas, ela conta que não permite que os comentários diminuam o orgulho que sente pela própria identidade. "Já passei por situações muito tristes na internet. Constantemente recebo comentários como 'não sabe nem falar', 'que dicção horrível', 'fala arrastado', 'fala com preguiça'. Muitos acham que falar com sotaque é motivo de piada. Leio coisas assim todos os dias, e sei que não estou sozinha, muitas pessoas da minha terra também sofrem com esse tipo de ataque. Mas não deixo isso me abalar. Meu sotaque é parte de quem eu sou, e tenho muito orgulho disso", rebate.
Como forma de valorizar sua origem, a influenciadora também procura levar elementos da cultura nordestina para suas plataformas, desde a gastronomia até a música e as celebrações tradicionais. Ary acredita que esse movimento contribui para fortalecer a identidade regional e também pode incentivar outras mulheres a reconhecerem seu próprio potencial. "Eu sempre tento trazer um pouco da cultura nordestina para minhas redes sociais. Seja mostrando as comidas típicas, danças, o forró, a forma como a gente vive e as nossas celebrações. Acho muito importante preservar essas tradições e fazer com que as pessoas se orgulhem de onde vieram. Isso ajuda a fortalecer nossa identidade e a história que carregamos".
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