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Campanha reúne pro players e times contra confederação de esports

Regulamentação proposta não está alinhada com necessidades do cenário atual e pode trazer risco ao bom funcionamento e crescimento do setor, dizem opositores

brtt e nobru

10/08/2021

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Nesta terça-feira (10), os pro players brTT, Baiano, Rafifa e Nobru e algumas organizações como paiN, Team oNe, INTZ e FURIA e até algumas empresas endêmicas dos esports, entre outros, enviaram uma carta aos deputados estaduais de São Paulo em oposição aos projetos de leis estaduais de regulamentação da prática de esporte eletrônico no Brasil. A carta se opões devido a falta de participação de membros do ecossistema dos esports nestas decisões, de acordo com o site ESPN e-Sports.

De acordo com os opositores, os projetos de leis podem colocar em "risco significativo o atual bom funcionamento e crescimento futuro dos esportes eletrônicos no Brasil". Os projetos de lei referidos são PL 399/2019 (Rio de Janeiro), PL 56/2019 (Espírito Santo), PL 2.207/2020 (Minas Gerais), PL 1707/2019 e PL 7613/2019 (Goiás) e PL 578/2019 (Distrito Federal) e demais projetos que tenham o mesmo conteúdo ou similar à PLS 383/2017 (a Lei dos Esports).

Os opositores escrevem na carta que Ceará, Bahia, Paraná, Paraíba e Amapá já aprovaram leis que regulam a prática dos esports e o fizeram sem consultar qualquer membro do ecossistema que é afetado diretamente por esta legislação. 

A oposição ocorre exatamente pois as confederações e federações brasileiras que se dizem representantes dos esports não serem reconhecidos como tal para o ecossistema desse segmento. Além disso, a organização do segmento de esports brasileiro se espelha em projetos bem-sucedidos de outros países, onde é permitido atuar com esports na ausência de uma regulamentação excessivamente onerosa.

É importante destacar também que indo na contramão dos esportes tradicionais, que requerem uma padronização das diversas formas de se jogar o mesmo jogo, nos esportes eletrônicos a situação é outra. As regras das diversas modalidades de esports são definidas no momento em que as publishers criam seus jogos. E por conta disso, não há nos esportes eletrônicos a necessidade de entidades de administração do desporto que garantam regras comuns, já que as publishers já fazem isso, e fazem bem.

E um grande receio da comunidade gamer é que a regulamentação resulte em excessiva judicialização do segmento por conta dos direitos de propriedade intelectual aos quais os games estão submetidos e isto inclusive impactar de forma negativa em investimentos na área.

A carta traz também outros pontos de discordância de grandes nomes do cenário de esports em relação a regulamentação proposta para os esportes eletrônicos. A carta na íntegra se encontra disponível neste link. E, caso queira apoiar a causa, é possível assinar a petição criada pelos representantes do ecossistema brasileiro de esportes eletrônicos clicando aqui.

Segue abaixo a lista Confira a lista de nomes do cenário de esports que assinaram a carta:

  • Leo de Biase (Sócio Fundador da BBL Esports)
  • Thomas Hamence (CEO da paiN Gaming)
  • Ricardo Chantilly (Sócio diretor da Afrogames)
  • Felipe Funari (Diretor de Esports da W7M)
  • Leonardo Di Prado (Diretor Executivo do Santos)
  • Lucas Almeida (CEO da INTZ)
  • Jaime de Padua (Co-CEO da FURIA)
  • Adalberto Vides Barbosa (CEO da eBrainz)
  • Alexandre Jorge Peres (Dono da Team oNe)
  • Felipe Rosseto Carvalho (Co-fundador e CEO da 7WPlay)
  • Eric Teixeira (Dono do Mais Esports)
  • Nyvi Estephan
  • Felipe "brTT" Gonçalves
  • Rafael "Rafifa"
  • Giuliana "Caju" Capitani
  • Nicolle "Cherrygums" Merhy
  • Tarek Homsi (CEO da Webedia)
  • Gustavo "Baiano" Henrique
  • Lucas "Cerol" dos Santos
  • Bruno "Nobru" Goes
  • Renan Philip (Sócio Fluxo Esports)
  • Yuri "Fly" Uchiyama (CEO da GamersClub)
  • Rodrigo Bertho Mathias (CEO da LnK Gaming)
  • Marina Gil Leite (Sócia Diretora da Vorax)
  • Lucas Braga (CEO da MEC Inc)
  • Flávio "Jukes" Fernandes

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